domingo, 22 de julho de 2012

Corinthians agora quer internacionalizar a marca e ganhar o mundo

Tudo que o Corinthians ganhou da Conmebol com a conquista da Libertadores (cerca de R$ 3,7 milhões) foi distribuído integralmente com os jogadores, os heróis do título. Mas o clube planeja faturar muito mais daqui por diante.

O futebol brasileiro tem dado sinais ao mundo de grande vitalidade financeira. Acaba de trazer Forlan (Inter) e Seedorf (Botafogo) dois craques que certamente ainda teriam mercado na Europa – e pode continuar crescendo. Segundo a BDO Consultoria, a evolução das receitas dos clubes brasileiros em 2011 apresenta evolução bem acima de sua média histórica. O crescimento de 27% de 20 clubes pesquisados é três vezes o crescimento de 2010 e mais que o dobro do registrado em 2009 e 2008.

As receitas com transferências de atletas tem cada vez menos peso na receita total dos clubes, o que demonstra que outras receitas com cotas de TV, patrocínio, publicidade, clube social, bilheteria, estádios e licenciamentos estão apresentando taxa média de crescimento superior aos recursos gerados com atletas.

E o Corinthisans, como você pode constatar no quadro abaixo, foi o campeão de arrecadação:

A expectatica da diretoria do Corinthians é de um retorno ainda maior, sobretudo em forma de novos contratos de patrocínio, com patamares ainda mais altos do que os atualmente almejados no clube. Essa valorização passa pela tão falada “internacionalização” da marca, planejada várias vezes pelo clube, mas que sempre careceu de uma conquista do calibre da Libertadores para, enfim, decolar.

Entrando para o grupo de campeões continentais, o Corinthians passará a poder mirar novos parceiros para procurar fechar contratos de patrocínios com valores acima dos R$ 50 milhões por ano estabelecidos atualmente como meta.

Após a conquista da América, o Corinthians pode garantir um acordo recorde de patrocínio para o restante desta temporada e também para o torneio sul-americano de 2013. A Iveco, montadora de caminhões que estampou sua marca no peito e nas costas do nas semifinais e finais quer continuar a parceria, mas desta vez com um acordo mais longo.

O pedido corintiano é de R$ 35 milhões por ano, sem contar com os valores do aluguel das outras partes da camisa. A barra do uniforme já está vendida para a Fisk por R$ 10 milhões e a Tim paga R$ 2 milhões pelos números. O montante desejado pela diretoria de marketing, somando o arrecadado com axilas e omoplatas, é R$ 56 milhões, o que deixaria o clube entre os maiores faturadoes com patrocinio em todo o mundo, talvez apenas inferior ao Barcelona.

OS PATROCINADORES DO TIMÃO

Nenhum comentário:

Postar um comentário